quinta-feira, 28 de março de 2013

Moradores do fim da rua 11em total abandono



 “Diferente do que é mostrado em alguns meios de comunicação, famílias que residem no fim da rua 11, bairro União vivem um verdadeiro tormento”diz a mototaxista Nádia Cristina

Sete famílias residentes no fim da rua onze, bairro União com o loteamento Teixeirão, vivem em completo abandono e pedem socorro ao poder público municipal. Eles afirmam que no local não existe acompanhamento médico, rede elétrica e hidráulica enão conseguem chegar de bicicletas ou motos às residências devido a uma árvore no meio da rua Airton Senna e uma lixeira que ocupa a rua Gonçalves Maia e parte da rua onze.
A mototaxista Nádia Cristina Simas Ribeiro, 33, revela que diferente do que é mostrado em alguns meios de comunicações do município, no local as famílias vivem um verdadeiro tormento. “Somos sete famílias vivendo sem qualquer estrutura, um sacrifício. Não temos rede de distribuição de água nem de luz. Para não passar sede e ficarmos no escuro, os vizinhos nos fornecem água e luz, e ajudamos a pagar as contas. Os agentes de saúde não passam aqui, até parece que não moramos em Parintins onde só é mostrado o que é belo”, diz a moradora.

                         Frustração


Nádia comenta que já procuram o Saae e a Amazonas Energia, mas nada foi feito. “Conseguimos falar com o pessoal da Secretaria de Saúde e Bem Estar Social da gestão passada, masnunca vieram aqui, da atual, até agora não conseguimos falar com ninguém e também não deram as caras. Continuamos correndo risco de pegar uma doença, já que para chegar em casa deixamos a moto na casa dos vizinhos e passamos no meio de lixo e lama que tomam conta do local”, lamenta Nádia.
A mototaxista revela o sacrifício quefaz para chegar onde mora. “Devido a árvore no meio da rua Airton Senna, poças de lama no final da rua Gonçalves Maia com a 11, a lixeira e o mato que tomam conta do local, só conseguimos chegar em casa passando pelos quintais dos vizinhos. Peço por favor ao prefeito que venha aqui conhecer nossa realidade e faça algo por nós, pois também somos parintinenses e estamos abandonados pelo poder público”, reivindica.
A reportagem procurou a Secretaria de Bem Estar Social do Município para saber o porquê os moradores daquela área da cidade não recebem vizitas dos órgãos que deveriam acompanharàs famílias em risco, mas a subsecretária estava em reunião e não pôde atender nossa equipe.

Idoso morre em acidente de trânsito na rua Paraíba



          Francisco Mendes morreu em frente a casa onde morava após ser atingido por uma motocicleta

O relojoeiro Francisco Mendes da Paes, 65, morreu ontem por volta de 17h30 na rua Paraíba, bairro Emílio Moreira, na frente da residência dele. A bicicleta em que ele estava colidiu com a motocicleta Titan placa JXS 7378 conduzida pelo jovem Ediergue da Silva Portilho, 21. O idoso caiu de cabeça no meio fio e morreu no local após o forte impacto, sendo mais uma fatalidade no trânsito parintinense.
De acordo com testemunhas Francisco estava com possíveis sintomas de embriaguez e seguia sentido Itaúna-Centro, enquanto o condutor da motocicleta no sentido contrário. “Algo inesperado para o condutor da moto, ele vinha na mão certa e do nada o idoso dobrou a bicicleta e o acidente foi inevitável, tudo rápido, por causa desse movimento aconteceu o impacto e o óbito”, conta Charles Raimundo Viana, 40, que presenciou o acidente.
A polícia militar, ambulância e uma equipe do Corpo de Bombeiros chegaram ao local pouco tempo depois, mas o idoso já tinha falecido. O corpo foi imobilizado e levado de ambulância ao Hospital Padre Colombo e encaminhado para o Instituto Medico Legal (IML) de Parintins.

                       Procedimentos


O condutor da moto sofreu algumas escoriações pelo corpo e após receber curativo no HPC foi levado por uma guarnição da PM até a 3ª Delegacia Interativa de Policia (3ª DIP) para os procedimentos legais. Segundo o delegado Ivo Cunha, Ediergue foi flagranteado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Hoje ele será ouvido e liberado. Em entrevista ao Gazeta Parintins Ediergue assustado com o ocorrido, disse que o idoso atravessou com a bicicleta na frente dele, um movimento rápido que não deu tempo de frear, lamenta.
Dezenas de pessoas se aglomeraram em torno do corpo do idoso estirado no asfalto, para muitos uma cena chocante. O sangue escorria da cabeça e descia pela sarjeta da rua Paraíba. De acordo com dados do 11º Batalhão de Polícia Militar essa é a nona morte por acidente de trânsito em Parintins nos últimos 12 meses.

Equipe do Gazeta Parintins

Ceti: de oito alunos envolvidos em briga, três continuam no educandário por decisão da coordenadoria de educação


   Remanejamos os alunos envolvidos para outras escolas como proteção a vida deles e dos outros, diz a gestora.

A professora Francimary Bulcão Macedo, gestora do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti), foi denunciada por expulsar oito alunos da escola e não ter participado o caso aos pais dos envolvidos, sexta-feira, 22,porém, ela afirma que os mesmos foram comunicados. A gestora esclarece que os alunos foram transferidos por envolvimento em brigas marcadas pela internet com alunos de outras escolas. Em um dos confrontos uma das menores quase teria sido morta a facadas.
A professora esteve na manhã de segunda-feira, 25, na delegacia para registrar o caso e afirmou que estudantes de pelo menos seis escolas da rede estadual em Parintins se utilizam das redes sociais para marcar encontro e travam lutas corporais, inclusive com utilização de arma branca. “Esse pai que denunciou deveria me agradecer, pois salvei a vida da filha dele, ela só não foi morta a facadas porque conseguir segurar e retirar a faca que a outra menina queria matá-la”, disse.

Tragédia

Segundo a gestora, a tragédia não aconteceu porque soube através da internet que haveria uma revanche entre os alunos no horário em que o fato ocorreu. “Para evitar que aconteça novamente, remanejamos os alunos envolvidos a outras escolas como proteção a vida deles e dos outros estudantes. Peço aos pais que nos ajudem e reforcem o que pedimos aos alunos que, ao saírem da escola sigam direto para suas casas, pois se ficarem nas ruas podem se envolver em briga e acabar feridos ou até mortos”, pede.
Macedo informa que os gestores das escolas com os alunos envolvidos nas brigas, estão sendo oficializados para uma reunião que deve acontecer com a presença do Conselho Tutelar e outras entidades ligadas a segurança pública. “O objetivo é encontrar formas de minimizar ou até erradicar o problema antes que se agrave ainda mais” frisa.


Transferência

O pai de uma das envolvidas na briga que não pôde ter o nome revelado para preservar a identidade da menor de 12 anos de idade afirma: “soube que minha filha havia sido expulsa da escola porque ela contou o fato a irmã que me avisou o ocorrido. Quando cheguei ao Ceti, a gestora falou que minha filha estava desligada da escola, junto com outros alunos. Ela disse que a atitude foi tomada para servir de exemplo aos outros estudantes da escola”.
O responsável da menor afirma que usou argumentos para que a filha permanecesse no educandário, mas não foi ouvido. “Ainda pedir a gestora que minha filha ficasse na escola, pois nunca tinha se envolvido em problemas, ela disse o que eu podia fazer era encontrar outra escola para matricular a menina. Isso não é coisa que uma gestora faça, ela tinha que chamar os pais para que juntos tentássemos resolver, não se livrar do problema como fez”, argumenta.
De acordo com ele, alguns estudantes expulsos estão tendo problema em conseguir matrículas em outras escolas, e já levei o caso a conhecimento da coordenadora da Seduc em Parintins, Ângela Reis. “Vamos reunir com os outros pais para levar o caso a conhecimento da Promotoria Pública. Acredito que gestora é uma conselheira que deve tentar resolver problemas não se livrar deles”, lamenta o pai.

                                  Exclusivo


Em entrevista ao Gazeta Parintins, a estudante de 12 anos, filha do cidadão revelou: “não existe esse negócio de marcar briga por internet e nem sei porque as meninas brigaram comigo, elas estudam no Ceti e isso começou dentro da escola na quinta-feira, acho que uma delas estava com ciúmes do namorado que sempre conversa comigo, o certo é que depois que saímos vieram me bater e nós brigamos”, contou a menina.
Ela disse ainda que sexta-feira (22) estava em casa e não viu a gestora retirar faca da mão de ninguém. “Veio muita gente na frente de casa e depois soube dessa história que as meninas queriam me furar, mas não estava fora pra me ameaçarem e não as vi com faca. Eu soube que foi um guarda da escola que retirou a faca de uma delas. Aqui na frente de casa, a gestora falou um monte de nome para os meninos para que fossem embora”, afirma a estudante.
Segundo a aluna, ela tentou esclarecer para a gestora que não era culpada.“Ela não quis ouvir e disse que todo mundo estava expulso. Reuniu os alunos na diretoria e chamou o Conselho Tutelar, não deixou ninguém se explicar e mandou a gente calar a boca”, conta.

                           Coordenadoria


 A professora Ângela Rodrigues Reis, que está na coordenadoria da Seduc em Parintins reuniu na tarde de ontem com os pais de alunos envolvidos da briga que foram afastados pela gestora do Ceti. “Reunimos com os pais e representantes da escola, já que a gestora teve que viajar para a Capital do Estado. Durante a reunião ficou decidido que três estudantes permanecem na escola, outros a pedido dos pais não queremque os filhos permaneçam. Vamos ajudá-los a encontrar vagas, pois essas crianças não podem ficar sem estudar”, ressalta.
A coordenadora adianta que a situação foi resolvida e a escola programa palestras e reuniões para orientar as crianças para esse tipo de situação não volte acontecer. “Após essas palestras, as coisas vão minimizar. Quanto o que aconteceu pode ser um exagero, somos educadores e aproveitamos o momento para rever juntamente com a equipe do Ceti presente na reunião, não estamos tirando a autoridade da gestora, mas têm coisas que precisam ser resolvidas de comum acordo”, acrescenta.
De acordo com Ângela, em benefício das crianças e da escola muitas vezes os educadores têm que voltar atrás de decisões. “Soube do acontecido quando um dos pais me procurou, imediatamente entrei em contato e a gestora que veio a coordenadoria com a equipe dela e me pôs a par do acontecido através da ata e disse que já tinha decidido afastar os alunos. Quando os pais ouviram que os filhos seriam expulsos da escola ficaram preocupados e me procuraram, graças a Deus resolvemos o caso e três crianças vão permanecer na escola”, finaliza.

Ataíde Tenório

Matéria prima de refrigerante produzido na Itália é cultivada por agricultores indígenas



O Guaranito refrigerante produzido na Itália e vendido em mais de 3.000 pontos comercias de cidades italianas e da França é de matéria prima do guaraná produzido nas áreas indígenas Sateré-Mawé do Andirá e Marau.
Sábado (23) e domingo (24) aconteceu a IV Festa do Guarani, organizado pelo Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé (CPSM) “Os Filhos do Guaraná”, na Aldeia Vinte Quilos e na comunidade Guaranatuba, município de Barreirinha. Esteve presente o técnico da UnisolBrasil em Parintins, Adailson Barroso, representantes da Funai, Sesai, governo do Estado e o presidente da organização italiana que produz o Guaranito.
 “O objeto foi mostrar aos nossos parceiros o investimento que fizeram na área indígena Sateré-Mawé, através do CPSM, Projeto Vintequilose ouvir do produtor sobre os resultados” relata Adailson Leal, técnico da Unisol.  Ele frisa que a Unisol faz o acompanhamento, junto aos parceiros, mostrando os meios para os produtores alcançarem resultados mais positivos para o fortalecimento financeiro das tribos.

                             Cultivo

        Segundo Adailson o sabor do refrigerante é excelente

A matéria prima cultivada pelos produtores indígenas é vendida para que o refrigerante seja produzido na Itália. Segundo Adailson, o Guaranito tem um sabor excelente, isso faz com que haja o aquecimento econômicodentro das comunidades e os produtores Sateréstenham uma qualidadede vida melhor. Durante a programação teve soltura de quelônios e apresentação de peixes criadosna área, torneios, e apresentações de produtos.
“Os parceiros do CPSM ficaram encantados com os projetos desenvolvidos na área indígena. Antes Mandávamos relatórios para os italianos, e eles recursos, dessa vez o presidente da organização da Itália veio para ver se existia o que constava no relatório, e constatou que na prática é muito melhor, e vai continuar as parcerias ampliando os investimentos”, finaliza Barroso.   

Geandro Soares

Cratera na avenida Amazonas preocupa moradores


      Coordenador da Defesa Civil informa que a cratera é resultado das chuvas que acontecem em Parintins

Uma cratera com seis metros de largura por dois de comprimento abriu no fim da avenida Amazonas, esquina com a 31 de março, Centro, onde antes funcionava uma boate, oferecendo risco as pessoas que moram próximo do local. A terra cedeu em decorrência das chuvas que caem sobre a cidade, e a galeria de esgoto que passa debaixo da rua não aguentou o volume de água e estourou.
Moradores preocupados com a situação ligaram para o 199 da Defesa Civil do município que passou a funcionar na cidade na última segunda-feira (25) e acompanhada de uma equipe do Corpo de Bombeiro isolou o local. De acordo com o jovem Eduardo Ribeiro, 28, o problema é antigo e precisa ser solucionado o quanto antes, pois mais crateras podem abrir debaixo de residência e causar risco a pessoas e famílias inteiras, ele espera que o município resolva a situação.


O coordenador da Defesa Civil do município Suammy Patrocínio, informa que a cratera no local é resultado das chuvas que acontecem em Parintins, e a galeria não suportou o volume de água.O órgão vistoriou aquela área em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, e Secretaria de Obras.
Suammy revela que o Secretário de Obras do Município está fazendo um projeto para acabar com aquela galeria, já que passa debaixo de casas, e com o problema de alagação que acontece naquele trecho, principalmente na Escola Estadual Ryota Oyama. “Essa galeria existe há muito tempo, éum risco para muitas famílias, passa por debaixo de casas, isso é proibido, e a gente vai fazer da forma correta, até desaguar no rio Amazonas”, informa Patrocínio.

Geandro Soares

Parintinense participa da Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional



Ivone Eleutério de Menezes, acadêmica do Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp/UEA) participou da I Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional em Brasília (DF), evento programado para discutir a nova Polícia Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).
A parintinense juntamente com todos os membros da delegação Norte levou para o evento os anseios da comunidade Amazônida. A Conferência aconteceu semana passada e foi promovida pelo Ministério de Integração Nacional e pelo Instituto de Pesquisa Econômicas aplicadas (Ipea). O objetivo é construir agendas de desenvolvimento produtivo, com foco no adensamento de cadeias produtivas locais, regional e nacional.
As propostas aprovadas na Conferência onde participaram representantes da cada região serão transformadas em uma Carta Nacional para ser entregue a presidenta Dilma Rousseff. Durante o evento aconteceram várias apresentações culturais.
Na etapa Macrorregional Norte, realizada nos dias 29, 30, 31 de outubro de 2012 em Belém (PA) Ivone foi uma das conselheiras discentes e participou diretamente na elaboração da Carta Norte. A acadêmica, única parintinense na Conferência disse que a região teve boa representatividade e conseguiu aprovar várias propostas para a Carta Nacional.

Primeira dama esteve em Parintins



A primeira dama do Estado Nejmi Aziz veio à cidade na tarde de segunda-feira, 25, juntamente com Secretária de Infraestrutura do EstadoValdivia Alencar, e uma equipe do governo,para verificar o andamento da obra de ampliação do Bumbódromo, local do maior evento cultural do Norte do Brasil.
A comitiva foi recepcionada por vereadores, prefeito, vice e outras autoridades e permaneceu em Parintins por algumas horas e logo retornou a Capital para cumprir outras agendas. A primeira dama aproveitou a visita para ver o local do camarote do governador e anunciou que neste ano, o interior vai receber mais investimentos do governo do Estado em todos os setores.
De acordo com a secretária de infraestrutura Valdivia Alencar, o projeto da obra de ampliação do Bumbódromo oferece sensibilidade às pessoas com deficiência e o acesso a mais de torcedores dos bois Garantido e Caprichoso. “O novo Bumbódromo vai dispor de banheiros especiais, elevadores, rampas e camarotes exclusivos para deficientes físicos, e também um piso próprio para deficientes visuais”, informa.

Filhote de Peixe-boi capturado na região de Barreirinha segue para Manaus


       De acordo com uma estudante de biologia da UEA o animal estava preso há dias

Um filhote de Peixe-boi vítima de malhadeira de pescadores na região, foi resgatado por agentes do escritório local do Instituto Brasileiro de Recurso Naturais e Renováveis (Ibama), em Parintins. O animal com um metro e seis centímetros de comprimentocapturado na região do município de Barreirinha conduzido a Parintins, será enviado na manhã de hoje para o Núcleo de Fauna do Ibama (Nufas) em Manaus.
O agente ambiental Geraldo da Silva Santos, gerente do escritório do Ibama no município relata que o filhote ficou preso na malhadeira de um pescador na manhã de terça-feira, 26, na região do Lago Grande,comunidade Sapateiro, município Barreirinha. “Ele conduziu o animal até a o município e posteriormente foi enviado a Parintins, por volta de 16h nos deslocamos até o porto do Mercado Municipal para resgatá-lo”.


Geraldo relata que o filhote será enviado na manhã de hoje para o Nufas na Capital do Estado onde será cuidado pela bióloga Natália Aparecida de Souza Lima, especialista em fauna aquática. “Após um período de tratamento os técnicos especialistas na espécie vão decidir o destino do Peixe-boi que, aliás, está na lista dos animais em extinção”.
A estudante Raimê dos Santos Carvalho, do 5º período de Ciências Biológicas da UEA-Parintins, faz o acompanhamento técnico e alimenta os filhotes da espécie capturados e trazidos ao município. Ela afirma que o filhote é macho, mede 1,06m de comprimento e tem entre um ano e um ano e meio de idade.
A futura bióloga contesta a versão dada pelo pescador: “pelo estado apresentado, a pele rugosa que está descamando, e os ferimentos apresentado, o animal estava preso a bastante tempo e deve ter ficado fora d’água por um bom período. Se tivesse sido capturado terça-feiracomo disse o pescador, a peledo peixe-boi estaria bem lisinha”, afirma.

terça-feira, 26 de março de 2013

Lagoa Azul transborda e alaga residências



A chuva que caiu sobre Parintins desde as primeiras horas da manhã de domingo (24) parou por volta de 15h, e alagou vários pontos. A dona de casa Gracila Marinho, 35, mãe de seis filhos, moradora da rua Romualdo Corrêa, Itaúna II, as margens da Lagoa Azul, foi uma das vítimas. Ela teve a casa tomada pelas águas, perdeu vários móveis e alega que por várias vezes acionou a Defesa Civil, mas não foi atendida.
Segundo Gracila, toda vez que a Lagoa Azul transborda as crianças correm o risco de morrerem afogadas e atacadas por jacarés que vivem no local. “Na semana passada durante uma enchente a água estava dando acima do joelho. Quando meu filho de 9 anos vinha chegando em casa, quase foi atacado por um jacaré, que têm muitos nessa lagoa. Se nada for feito, esses bichos podem até comer uma criança”, desabafa.


De acordo com a moradora, o marido dela estava perto e viu o movimento do jacaré se aproximando do menino. “Ele bateu na água e o bicho voltou pra lagoa, conta. Ela acrescenta que ao acordar, por volta de 4 horas da manhã, as camas onde meus filhos dormem estava quase no fundo, e se não tivesse acordado poderiam ter se afogado. “Ligamos para a Defesa Civil, mas como sempre não apareceram. Toda vez dezenas de casas dessa área alagam e sofremos muito. Infelizmente as autoridades não fazem nada”, reclama Gracila.
A dona de casa lamenta pelo guarda-roupa que ainda estava pagando e ficou destruído. “Já que gastaram milhões de reais nessa obra que toda vez que chove alaga tudo, eu pergunto: quem vai pagar nosso prejuízo? E se a obra foi mal feita por que a empresa foi paga pelo serviço? Reclama.


Suamy Patrocínio, coordenador municipal de Defesa Civil, afirma que agentes municipais, acompanhados do tenente Wilson da Defesa Civil do estado, estiveram na Lagoa Azul e constataram que a alagação foi pior que a anterior, mas não tomaram conhecimento da situação de dona Gracila. Ele ressalta que durante a chuva uma família na rua 2 do Pascal Allágio e outra na Silva Ramos no Centro foram retiradas das casas que foram condenadas.
Patrocínio adianta que já acionaram a Secretaria de Obras para realizar a desobstrução dos bueiros e a limpeza da lagoa. “Esse serviço já foi feito, mas infelizmente algumas pessoas jogam materiais que acabam entupindo os tubos. Segundo o secretário de obras, a tubulação no local será substituída por outra maior, o que deve resolver o problema de alagação no local. Quanto aos jacarés, vamos providenciar junto ao Ibama a retirada deles da lagoa para que não coloquem em risco a vida das pessoas”, garante.
Para facilitar a comunicação, o 199 passa a funcionar a partir de hoje, de segunda a sexta, e fora do horário de expediente o número disponibilizado é (092) 9344-2206 que funcionará 24 horas.

Reportagem: Ataíde Tenório

Cemitério enfrenta superlotação de sepulturas e abandono de túmulos


      Parintins precisa de um novo cemitério, nossos representantes têm que tomar providência, diz um cidadão

O Cemitério São José, centro da cidade, está praticamente sem espaço para novas sepulturas. Segundo a administração do local, devido ao crescimento populacional nas últimas décadas consequentemente houve o aumento no número de mortos, por isso há necessidade de se construir um novo campo-santo. A área do cemitério fundado em 1936 é de 400 metros de comprimento e 100 de largura.
O administrator do cemitério, João Arcângelo Farias, 46, assumiu a função dia 03 de janeiro de 2013. Desde quando assumiu foram sepultadas 81 pessoas. “A população de Parintins cresceu muito nas últimas décadas, mais pessoas foram morrendo, há necessidade de um novo, o prefeito tá vendo a possibilidade”, relata Arcângelo.
O auxiliar administrativo, Aclidelson Garcia, 48, que trabalha há 20 anos no local, relata que não há dados exatos de quantos corpos estão enterrados ali, mas acredita que seja cerca de 50.000.

Abandono

Na parte de trás do Cemitério um matagal toma contas de catacumbas. João Arcangelo ressalta que muitos túmulos estão abandonados e a responsabilidade de cuidar é da família dos mortos. “Têm famílias que não zelam, viajaram para outras cidades e deixaram os entes queridos”, informa.
A jovem Bianca Maria visitou o cemitério e disse que viu de perto o descaso com o local. “Para chegar ao meu destino, tive duas alternativas: pisava nos túmulos ou encarava um mato que estava na altura do meu joelho, até quando isso? Sinceramente, é muita falta de respeito”, declara.
Aldenor Gonçalves, 54, relata que Parintins precisa urgente de um novo cemitério. “Nossos representantes têm que tomar providência, a cada ano o Cemitério fica com menos espaço para enterro de pessoas, os túmulos estão cada vez mais próximos uns dos outros, e dificulta a passagem de visitantes”, relata.
De acordo com Aclidelson Garcia há túmulos bem tratados pelas famílias, pra outros resta o abandono. “A secretaria de obras manda fazer a limpeza, mas a responsabilidade de cuidar, preservar os túmulos é da família. Pedimos às pessoas que mandem pintar as sepulturas, capinar, pois nesse período chuvoso o capim cresce rápido, é uma forma de manter o lugar limpo”, diz Garcia.

Geandro Soares

Criança atingida por caminhão ao tentar atravessar rua


   Devido ao choque o garoto teve fratura no braço e na clavícula 

Carlos Lucas da Silva e Silva, 11, morador da rua Paraíso, S/N, bairro Dejard Vieira, fraturou o braço e a clavícula ao ser atingido por um caminhão no início da noite de sexta-feira, (22). O acidente aconteceu no cruzamento da ruaMurituba com a Parananema quando o menor tentou atravessar e foi atingido pelo caminhão.
Carlos foi socorrido por populares e conduzido ao Hospital Padre Colombo onde deu entrada às 18h15, e se encontra em observação na área pediátrica da unidade. O motorista do veículo de nome não revelado teria ajudado no socorro e prometeu ajuda no tratamento da vítima. A mãe do menor afirmou que hoje vai a delegacia registrar Boletim de Ocorrência.
A senhora Maria Ildertrudes Silva, 29, mãe da vítima relata que o menor voltava para casa pela ruaParananema sentido Itaúna/estrada Odovaldo Novo quando o acidente aconteceu. “Meu filho se aproximou para atravessar a rua e viu um ônibus que vinha e parou, quando o ônibus passou ele não viu o caminhão que vinha atrás e foi atingido. A sorte que foi a lateral do caminhão que bateu se não o acidente poderia ter sido pior”, declara.
A mãe do menor pede aos motoristas de carros, caminhões, caçambas e motos, principalmente ao passar pelas ruas do Dejard Vieira que passem devagar e com atenção, pois as ruas são estreitas e qualquer descuido pode acabar em tragédia. “Graças a Deus não aconteceu o pior com meu filho, mas Parintins está tão violenta, e tanta gente já sofreu com a perda de familiares nesse trânsito. Está na hora dos motoristas se conscientizarem para que isso não aconteça mais, pois traz sofrimento sem fim aos parentes”, diz dona Maria.
O ortopedista Antônio Stroski Júnior, médico da criança revelou que o quadro clínico de Carlos que fraturou a clavícula direita e o metataço esquerdo é estável. “Já foi feito procedimento necessário e ele não será operado, mas permanece em observação já que bateu a cabeça. Após estabilizar o estado clínico, pode ir para casa só com imobilização”, afirma Stroski.

Por Ataíde Tenório

Briga entre gangues acaba em assassinato de jovem em Nhamundá



                  Raiandro Soares, 18, foi assassinado na madrugada de sábado (23)

Raiandro Soares, 18, foi assassinado na madrugada de sábado (23), por volta de 1h30, na praia da Liberdade, município de Nhamundá. A morte do jovem atingido com duas estocadas teria sido resultada após uma briga entre gangues rivais daquela cidade.
O jovem deixou dois filhos pequenos e morava no Beco S.A. Cinco envolvidos na briga foram presos em flagrantes pela polícia, inclusive o autor das estocadas.   

Insegurança

O funcionário público Carley Gama de Azevedo, 33, em contato com a reportagem do Gazeta Parintins, falou sobre a insegurança que vive a terra das Icamiabas, como é conhecido o município, que embora pequeno (cerca de 20 mil habitantes), não é mais pacato. Segundo ele a morte de Raiandro é o quarto ou quinto homicídio nos últimos anos na localidade.
“Saudade do tempo em que Nhamundá era apenas um lugar tranquilo e calmo, onde a violência passava longe. Infelizmente nos últimos anos aconteceram muitas mortes em nossa cidade, existem grupos de galera, alto consumo de drogas, vemos adolescente e até crianças se drogando, bebendo. Fico indignado com essa situação. Peço às autoridades, à justiça que faça alguma coisa por nós”, desabafa Carley Gama.

Combate

Preocupado com a situação do município, o Major Valadares, comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, informa que a partir da prisão dos elementos envolvidos na briga que resultou na morte de Raiandro, a polícia vai estabelecer um padrão de policiamento ostensivo para combater gangues e galeras que há muito tempo não se via nos municípios do Baixo e Médio Amazonas.

Por Geandro Soares

Morre um dos maiores comunicadores do rádio parintinense

        O radialista deixa saudades a milhares de ouvintes 

Parintins perdeu um dos grandes comunicadores, considerado por muitos o rei do rádio tupinambarana.  Mário Silva morreu, ou melhor, “atravessou o rio”, como ele dizia, no último sábado (23) por volta de 9h30 no Hospital 28 de Agosto em Manaus, em decorrência de diabete.
Com ousadia, criatividade e irreverência comandou durante 25 anos (1987-2012) nas tardes da Rádio Clube o programa Clube dos Bairros, líder de audiência. Sempre com uma novidade para o ouvintecriou bordões que serão eternizados junto ao seu nome na memória do povo desta terra.
Entre os bordões marcantes criados por Mário, podemos citar "olha a touca!"; "não convidem! Mas não convidem mesmo!", “eu vou te contar!”. O radialista também foi durante anos o locutor oficial do boi Caprichoso. Ele e o filho Renato Marinho, 18, criaram em 2011 a radiocunha.com. “Meu maior orgulho partiu, uma perda que não tenho palavras para explicar”, declara Renato. 
O sepultamento de Mário Silva aconteceu ontem no Cemitério São José, onde a família e amigos se despediram do autentico, dinâmico e criativo comunicador que deixa um legado de orgulho para a cidade. 
De acordo com colegas de trabalho, uma das características dele era abrir portas para todos, e quem ia ao programa Clube dos Bairros pedir ajudar, nunca saiu sem conseguir algo, gostava de trabalhar com as portas do estúdio abertas, cena que fazia parte da rotina.

Com ousadia, criatividade e irreverência comandou durante 25 anos (1987-2012) nas tardes da Rádio Clube o programa Clube dos Bairros, líder de audiência. Sempre com uma novidade para o ouvintecriou bordões que serão eternizados junto ao seu nome na memória do povo desta terra.
Entre os bordões marcantes criados por Mário, podemos citar "olha a touca!"; "não convidem! Mas não convidem mesmo!", “eu vou te contar!”. O radialista também foi durante anos o locutor oficial do boi Caprichoso. Ele e o filho Renato Marinho, 18, criaram em 2011 a radiocunha.com. “Meu maior orgulho partiu, uma perda que não tenho palavras para explicar”, declara Renato.      

Segurança na Vila Amazônia é pauta de reunião entre PM’s vereador e moradores




       Segurança, iluminação, assuntos abordados entre comunitários da Vila em audiência com vereador e PMs

A pedido da Associação de Moradores da Vila Amazônia, uma audiência pública sobre a segurança naquela localidade aconteceu na manhã de sábado (23), no Centro do Idoso Nelito Carvalho. Estiveram presentes o Tenente Pantoja, o comandante do 11º Batalhão, Major Valadares Junior e o vereador Ernesto de Jesus (PTN) ouvindo as reivindicações dos comunitários.
A reunião com os representantes da Polícia Militar (PM) juntamente com o vereador, aconteceu devido às denúncias contra policiais que atuavam na localidade durante as abordagens. Para os cidadãos da Vila, atitudes de policias que atuaram na comunidade foram desnecessárias ao agirem em determinadas situações.
“A presença das autoridades na área de segurança foi importante porque estamos trabalhando essas parcerias há mais de dois anos pra fortalecer a segurança e minimizar a problemática na comunidade. Como a Vila e grande fica difícil manter o equilíbrio da segurança, sem envolver a presença da sociedade”, disse Julia Cursino, presidente da Associação de Moradores.

Constrangimento

Segundo ela, a ideia de convidar os policiais e o vereador para estarem presentes na reunião foi devido a um fato com uma associada que se sentiu constrangida perante a ação de um policial no local. Para a vice-presidente da Associação, Socorro Machado, o encontro foi proveitoso, e uma oportunidade impar de falar sobre as necessidades dos comunitários. 
A integrante da Associação Rosicleia Neves que viveu o ocorrido, espera que a segurança na comunidade seja mantida após o encontro. “Fico feliz porque vieram ouvir a população. Espero que a questão da segurança seja resolvida haja vista que a população é grande, com a vinda de novos policiais com certeza a coisa vai melhorar”, ressalta.

                               Comando

    Comandante do 11º Batalhão, e o Tenente Pantoja ouviram as colocações dos comunitários

O Comandante do 11º Batalhão de Polícia de Parintins, Major Valadares, enfatiza que o encontro foi proveitoso e aproveitou a estada na Vila Amazônia para iniciar o ciclo de visitas nas agrovilas e aos grupamentos Policias (GPMs) pertencentes ao Batalhão. “Iniciamos pela Vila devido a proximidade e daremos continuidade nas outras agrovilas e demais municípios. A ideia é verificar in loco a estrutura para os policiais trabalharem, com a intenção de melhorar as condições onde possam trabalhar dignamente. Outro ponto é ouvir da população no que possa estar acontecendo. Sabemos que alguns policiais acabam exagerando na ação e por conta disso há muitas reclamações. A gente quer aproximar o comando do Batalhão nessas comunidades pra que as pessoas tenham esse espaço de denúncia”, diz o Major.

                               Anseios

O vereador Ernesto de Jesus falou que ele e os companheiros foram convocados para participar da audiência pública onde a comunidade teve a oportunidade de falar sobres os anseios e problemas que estariam envolvendo desvio de conduta de policiais militares. “Foi proveitoso e o comando vai tomar as providências necessárias para que as coisas sejam corrigidas. Porém, os comunitários aproveitaram para colocar outras questões como a regularização das terras urbanas da Vila junto ao Terra Legal, bem como a implantação de cursos profissionalizantes, iluminação pública e a questão do lixo”, enfatiza o vereador. Ernesto garantiu que vai fazer os documentos necessários quanto às reivindicações e encaminhá-los aos setores competentes para que os problemas da Vila Amazônia sejam resolvidos.

Reportagem: Denilson Noronha

R$ 80 milhões para ajudar no combate a desastres naturais no Amazonas


    Recursos devem ser usados com transparência nos município destaca deputado

A liberação de R$ 80 milhões por parte do Governo Federal para o monitoramento e prevenção de desastres naturais no Amazonas foi elogiada na quinta-feira (21) pelo deputado estadual Tony Medeiros.
De acordo com ele, o Governo Federal liberou, nesta semana, R$ 400 milhões do Orçamento da União para o Amazonas e desse total, R$ 80 milhões são específicos para a prevenção e cuidados relacionados aos acidentes naturais, como enchentes, alagações, queimadas, desmoronamentos e outros desastres naturais.
Tony explicou que a liberação dos recursos é importante porque todos os anos a região sofre com cheias e secas nos rios, lagos e igarapés que cortam os municípios. “Por isso o controle e prevenção dos desastres naturais é importante, dessa forma podemos diminuir os estragos causados pelas calamidades naturais e, principalmente, salvar vidas”, explicou Tony.

Seriedade

O deputado, que também preside a Comissão de Assuntos Municipais e Defesa Civil da Aleam, destacou que os recursos devem ser usados com seriedade e transparência e ajudar municípios que sofrem com o ciclo das águas. “O dinheiro está disponível, temos que fiscalizar a aplicação e garantir que não sejam destinados para outras finalidades”, ressaltou.
Medeiros lembrou que os desastres naturais são previsíveis e que acontecem, geralmente, nas mesmas localidades. “Sabemos quais localidades sofrem com as enchentes e grandes secas, então por que deixar as ações de socorro para a última hora?”, indagou.
Embora o Governo do Estado e as prefeituras saibam onde ficam as áreas de risco, existe a necessidade de um mapeamento completo dos locais onde o risco de calamidade é iminente, sugere o deputado. “Se soubermos, com precisão, onde ficam essas áreas, podemos tomar medidas preventivas, como tirar antecipadamente as famílias de áreas de risco, ao invés de esperar uma tragédia acontecer”, completou Tony.


Por Hugo Bronzere (Assessoria)

Cabo Maciel denuncia abandono de Creche



O líder do Partido da República na Assembleia Legislativa do Amazonas (PR/Aleam), deputado Cabo Maciel denunciou o abandono das obras da Creche Pró-infância tipo B, que seria construída num prazo de 240 dias, com recursos na ordem de R$ 1.296.064,34 para atender 240 crianças do município de Novo Airão. Lembra o parlamentar que a creche é um direito assegurado na Constituição e não existirá boa educação sem um modelo eficiente, que atenda a demanda das crianças que moram no município, que estão na fila de espera por uma vaga na creche que não foi construída.
“Não tenho dúvidas de que a deficiência do ensino, na vida da criança, começa com a falta de creche. Esse é um desafio que o Poder Público precisa enfrentar rapidamente e disponibilizar o benefício para todas as crianças de zero a cinco anos” destaca Maciel. 
O parlamentar ressaltou que o investimento em creches impacta positivamente a vida das crianças e de suas famílias além de facilitar a vida dos pais no trabalho e afazeres. “As crianças iniciam seu relacionamento coletivo infantil na creche, por meio de atividades pedagógicas elas se desenvolvem rapidamente e chegam ao ensino fundamental praticamente alfabetizadas. Fora da creche, as crianças perdem um tempo precioso da vida educacional”, concluiu Cabo Maciel.
 Por Jerson Aranha

Fiéis celebram Domingo de Ramos

         Fieis acompanharam a procissão que aconteceram em todas as paroquias da Diocese

As paróquias de Parintins celebraram na tarde de ontem o Domingo de Ramos. Com procissões e cantos em todas as igrejas da cidade pertencentes a Diocese, os fieis católicos relembraram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Na paróquia de São José Operário, a procissão chegou a igreja por volta de 18h30 acompanhada pelas senhoras do apostolado da oração e membros da congregação mariana devidamente uniformizados com as vestes brancas.
Participantes da caminhada seguiram cantando pelas ruas próximas a igreja com os ramos, maior símbolo do momento em que Jesus entrou em Jerusalém. Os cantos “Hosana ao filho de Davi” lembraram quando as pessoas puseram na entrada do caminho de Jerusalém ramos de oliveira para que Jesus passasse.
De acordo com a participante da procissão, dona Socorro Sá, o Domingo de Ramos, marca o início da Semana Santa. “O momento também lembra aquela época em que Jesus foi crucificado, e hoje para nós aqui do São José é um momento de reflexão, porque temos convicção disso para que estejamos bem relembrando essa passagem”, declara.
Dona Socorro deixa uma mensagem a sociedade que muitas vezes esquece de participar das celebrações em especial a juventude. “Jesus deu cada gota de sangue por nós, por isso temos que nos voltar de coraçãopara ele, principalmente a juventude nesse ano da jornada”, finaliza.

Por Denilson Noronha

quinta-feira, 21 de março de 2013

Representante Sateré Mawé denuncia caso de morte de indígena



               Jana Carla pede às autoridades competentes que façam justiça


Uma indígena de 22 anos de idade, pertencente a etnia Sateré Mawé, morreu no fim da tarde de domingo, 10, em um dos leitos do Hospital Jofre Cohen. A causa seria espancamento praticado pelo marido da vítima, também indígena. A denúncia foi feita na manhã de ontem quarta-feira, 20, pela artesã Jana Carla Ferreira Miquilles 30, representante do movimento de mulheres indígenas contra a violência. O fato teria acontecido na comunidade Ponta Alegre no rio Andirá.
Jana informou a reportagem que o espancamento contra a jovem aconteceu no início deste mês na comunidade onde o casal morava, mas pediu que o nome da vítima não fosse revelado. “Após ser espancada a menina ficou muito doente e permaneceu no local pelo menos uma semana, quando a família soube do caso a mãe a resgatou. Devido ao estado físico dela, que era delicado, a mãe trouxe imediatamente para Parintins”.
A moça deu entrada na manhã de domingo no Hospital, onde infelizmente no fim da tarde morreu. “Nos últimos momentos de vida, ela confessou para a mãe que o marido a espancou muito. Ele teria acertado um chute na costa dela que segundo a família teria rompido a coluna cervical da vítima. A mãe contou que ela morreu sentindo muitas dores”, revela Jana Carla.

Procedimentos

Segundo a artesã, a indígena deixou 2 filhos, um de 8 meses e o outro de 2 anos de idade. Ela garantiu que já iniciou os procedimentos para trazer a família da jovem a Parintins e entrar na Justiça para que o autor do espancamento pague pelo que fez. “Vou trazer a família para que acionem a justiça e o agressor pague pelo que fez. Estou denunciando e peço pelo amor de Deus às autoridades juiz, juíza, promotores ou quem possa realmente defender essa causa, que façam”, reforça.
Jana acrescenta. “Já que se fala tanto em direitos, mas se realmente existir lei para defender as mulheres contra violência, eu como representante indígena nos movimentos de mulheres, estou a procura desses direitos. Digo isso porque toda vez que procuramos nossos direitos não somos atendidas. Precisamos de ajuda para quebrar esse paradigma e as mulheres indígenas realmente terem seus direitos respeitados, para isso as autoridades competentes têm que realmente fazer valer a lei”, assegura.

Especializada

A reportagem do Gazeta Parintins procurou a Delegacia Especializada no Combate ao Crime contra o Menor, Mulheres e Idosos (DECCMMI). A delegada titular da especializada, Ana Denise Machado informa que infelizmente não vai poder trabalhar no caso, mesmo a indígena tendo falecido em um hospital de Parintins, o delito aconteceu em outra jurisdição, no município de Barreirinha, onde deve ser apurado

Funcionário público pretende criar grupo de agentes de segurança



Grupo de agentes e segurança será criado para atuar nos bairros União, Paulo Corrêa e Itaúnas 

Devido o índice de violência que aumenta a cada dia em Parintins, o funcionário público Jorge Reis (o Pimentel), juntamente com alguns moradores do bairro União, articulam a criação de um grupo de agentes voluntários de segurança. O grupo já conquistou apoio do delegado Ivo Cunha e do comandante da Polícia Militar o Major Valadares Júnior, e deve atuar nos bairro Itaúna I, II, Paulo Corrêa e União.
De acordo com o funcionário público, o grupo surge para tentar amenizar a violência que impera naquele e outros bairros próximos. “Devido ao grande índice de violência no bairro União onde moro, o grupo nasce como um pedido de socorro da população para minimizar o número de assaltos que ocorrem. A vontade é também atuar nos bairros Paulo Corrêa e Itaúna I e II, onde a realidade não é diferente”, ressalta.
  Pimentel revela ainda que já existe apoio de autoridades e de início pelo menos 40 agentes devem compor o grupo. “Graças a Deus já conseguimos apoio do delegado Ivo Cunha e do Major Valadares que vai ministrar o curso de segurança para nós. Já estamos conversando com o presidente do bairro União para disponibilizar um terreno onde possamos construir a base para reunirmos e traçar metas de trabalho e garantir as rondas nesses bairros”, assegura.
Segundo ele, se tudo correr como foi planejado, até o início do mês de junho deste ano, o grupo deve estar atuando nas ruas dos bairros. “De início seremos somente 40 pessoas, mas a pretensão é que possamos ampliar para 150 agentes entre homens e mulheres. Quanto maior o grupo melhor para a segurança. Queremos contar com pessoas não só do bairro União, mas Paulo Corrêa e Itaúna I e II, com certeza, vamos garantir a segurança das famílias e de toda a comunidade”, finaliza Jorge Reis.

                  Expansão


Para o comandante da Polícia Militar Major Valadares Júnior que abraçou a causa, a atuação do grupo vai ajudar na segurança da cidade e o projeto pode ser expandido para o interior do município. “Sabemos que a segurança pública é obrigação do Estado, mas também é dever de todos zelar pela segurança nas comunidades e na sociedade em geral. Por isso ao identificamos esse grupo de moradores do bairro União, abraçamos a causa e nos prontificamos a realizar os treinamentos básicos para que possam atuar nas ruas”, comenta.
Conforme ele, após os treinamentos disponibilizados, a Polícia Militar vai realizar, credencial aos agentes para exercerem o trabalho em parceria com a PM. “Esperamos que tudo funcione, queremos implantar o projeto nas comunidades mais populosas do município, para isso vamos buscar parcerias junto ao município e as comunidades”, diz Valadares.

Treinamentos

O Militar afirma que os primeiros 40 agentes que vão atuar devem começar os treinamentos no máximo em 15 dias. “Esse treinamento será ministrado em uma semana, em seguida iniciaremos os trabalhos. Eles estarão em contato direto conosco e ao identificar uma ocorrência, ou algo que dependa de intervenção policial vão nos acionar”, enfatiza.
O trabalho será feito através de uma forma ostensiva nas ruas para que seja combatida ou minimizada as ações delituosas constantes naqueles bairros. “O grupo vai atuar junto com o policiamento Cosme Damião identificando pessoas envolvidas em furtos, roubos e tráfico de drogas, com a presença da coordenação Militar nos locais. Isso vai aumentar a sensação de segurança como um todo e minimizar a violência na cidade de Parintins”, finaliza Valadares.

Safra de fibras este ano está comprometida por falta de compradores



     Agricultores não encontram compradores para a produção de fibra de juta e malva

O agricultor João Cursino, presidente da Coopjuta de Parintins, informa que todos os dias, juticultores das comunidades do Baixo Amazonas procuram a entidade para oferecer fibras de Juta e Malva. Eles alegam que, sem incentivo dos governos para a compra, a safra deste ano pode ser perdida já que os produtores ameaçam desistir da colheita que já estaria comprometida.
   Cursino afirma que dezenas de juticultores oferecem o produto na cidade, mas a falta de recursos estaria impossibilitando as empresas de comprar a fibra este ano. O presidente da Coopjuta revela que os juticultores da Ilha do Vale que este ano estão com 140 toneladas de fibra, juntamente com produtores da região da Boca do Jacaré, Paraná do Espírito Santo, Costa da Águia, Ilha do Bispo, que todos os anos coletam em média 4 a 5 toneladas, procuram quem compre e não encontram.

                          Desespero


João revela ainda que a situação é lastimável, pois os produtores já estão interessados em vender o produto a qualquer preço. “Eles estão em total desespero e se nada for feito com urgência pelos governos, vão perder toda a produção deste ano. Muitos já dizem que não vão mais colher, pois se o fizerem o prejuízo aumenta”, reforça.
Para ele, o prejuízo não é só dos juticultores, mas também de Parintins, pois os plantadores vão ficar com medo de voltar a investir no setor. “A coleta de fibras ainda sustenta os produtores das áreas de várzea do município. Acredito se o governador Omar Aziz, que tem atenção especial com o homem do interior e o setor primário que é a base da economia ajudar eles têm como continuar plantando”, afirma Cursino.

Acordo

Para o presidente, se o governador tivesse conhecimento da situação ele já teria encontrado uma forma de fazer com que as empresas de Manaus comprassem a produção. “Por isso vamos a Capital do Estado tentar um acordo com a Conab, e na Secretaria de Abastecimento do Estado para o Governo comprar essa fibra e amenize o prejuízo dos juticultores”, garante.
José Santana Simas, 75, morador da comunidade Catispera, desde os 10 anos trabalha com fibras. “Houve tempos que lá em casa minha produção era de 15 toneladas, tinha preço e compradores. Agora sem incentivo do governo, se mendiga preço e não achamos comprador. Meus vizinhos disseram se não houver preço vão liberar os feixes para correnteza levar. Isso da até desgosto se acontecer, todo trabalho e o suor derramado será em vão”, lamenta.